Perceber um pequeno caroço na barriga do seu filho pode ser assustador. Afinal, qualquer alteração no corpo de uma criança desperta preocupação imediata nos pais. Se o médico mencionou o termo hérnia epigástrica em crianças, saiba que você chegou ao lugar certo. Este artigo foi escrito com muito carinho para te explicar, de forma clara e tranquila, o que é essa condição, como identificá-la e, principalmente, como tratá-la. Com informação de qualidade e o acompanhamento médico adequado, seu filho terá todas as condições de se recuperar muito bem.
O Que É Hérnia Epigástrica em Crianças?
A hérnia epigástrica é uma condição em que uma pequena porção de tecido gorduroso — e, em casos mais raros, parte do intestino — escapa por uma abertura ou ponto de fraqueza na parede abdominal. Essa abertura se localiza na região epigástrica, ou seja, entre o umbigo e o osso esterno, bem no centro da barriga.
Em outras palavras, imagine a parede abdominal como uma malha protetora que envolve os órgãos internos. Quando existem falhas nessa malha, pequenas estruturas internas podem se projetar para fora, formando aquele caroço visível ou palpável que preocupa os pais.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Pediátrica (SBCP), a hérnia epigástrica representa cerca de 3% a 5% de todas as hérnias da parede abdominal em crianças, sendo mais comum no sexo masculino e podendo aparecer desde o período neonatal até a adolescência.
💙 Dr. Henrique Canto: “É muito comum os pais chegarem ao consultório bastante assustados com aquele ‘caroço na barriga’. A primeira coisa que faço é tranquilizá-los: na maioria dos casos, a hérnia epigástrica tem solução e o resultado do tratamento é excelente.”
Quais São as Causas da Hérnia Epigástrica?
Uma das primeiras perguntas que os pais fazem é: “Por que isso aconteceu com meu filho?” Primeiramente, é importante deixar claro que, na maioria dos casos, não há nada que os pais pudessem ter feito para evitar.
A hérnia epigástrica em crianças geralmente tem origem congênita, ou seja, a criança já nasce com uma pequena fraqueza na parede abdominal. Isso acontece porque, durante o desenvolvimento do bebê ainda no útero, as fibras musculares e o tecido conjuntivo que formam a parede abdominal podem não se unir de forma completamente uniforme.
Além disso, outros fatores podem contribuir para o aparecimento ou agravamento da condição:
- Predisposição genética: A presença de hérnia em outros membros da família pode aumentar a susceptibilidade
- Aumento da pressão abdominal: Choro intenso, tosse crônica ou esforço físico repetitivo podem evidenciar uma fraqueza que já existia
- Prematuridade: Bebês prematuros têm musculatura abdominal menos desenvolvida, o que aumenta o risco
- Sobrepeso: Embora menos comum em crianças pequenas, o excesso de peso pode agravar hérnias já existentes
Segundo dados da American Pediatric Surgical Association (APSA), a grande maioria das hérnias epigástricas infantis tem caráter congênito e não está relacionada a nenhum comportamento dos pais durante ou após a gestação.
Como Identificar a Hérnia Epigástrica no Seu Filho?
Na maioria das vezes, a hérnia epigástrica é identificada pelos próprios pais durante o banho ou a troca de roupa da criança. Portanto, fique atento aos seguintes sinais:
- Pequeno caroço visível na região central da barriga, entre o umbigo e o osso esterno
- O caroço pode aumentar de tamanho quando a criança chora, tosse ou faz esforço
- O caroço pode desaparecer ou diminuir quando a criança está deitada e relaxada
- Sensibilidade ou dor leve na região ao toque
- Em bebês, irritabilidade e choro sem causa aparente podem estar associados ao desconforto local
⚠️ Atenção imediata: Se o caroço ficar duro, vermelho, quente ou a criança apresentar vômitos, choro intenso e inconsolável ou parar de evacuar, procure atendimento de emergência imediatamente. Esses podem ser sinais de encarceramento da hérnia, uma situação que exige cuidado urgente.
De acordo com o Hospital das Clínicas da FMUSP, referência em cirurgia pediátrica no estado de São Paulo, o reconhecimento precoce dos sintomas é determinante para evitar complicações.
Hérnia Epigástrica Se Resolve Sozinha?
Essa é uma dúvida muito comum entre os pais, e a resposta precisa ser honesta: diferentemente da hérnia umbilical, que em muitos casos se fecha espontaneamente nos primeiros anos de vida, a hérnia epigástrica não se resolve por conta própria.
Isso acontece porque a abertura na parede abdominal que causa a hérnia epigástrica tende a permanecer estável ou até aumentar com o tempo, especialmente à medida que a criança cresce e suas atividades físicas se intensificam.
Conforme orientação da European Association of Pediatric Surgeons (EUPSA), o tratamento cirúrgico é recomendado na maioria dos casos diagnosticados, mesmo quando os sintomas são leves. Além disso, a espera prolongada pode aumentar o risco de complicações como o encarceramento do tecido herniado.
Qual a Diferença Entre Hérnia Epigástrica e Hérnia Umbilical?
Muitos pais confundem os dois tipos de hérnia, o que é bastante compreensível. Portanto, vamos esclarecer de forma simples:
Dessa forma, mesmo que pareçam similares à primeira vista, as duas condições têm comportamentos e abordagens terapêuticas distintas.
Como É o Tratamento Cirúrgico da Hérnia Epigástrica?
O tratamento da hérnia epigástrica em crianças é cirúrgico, e a boa notícia é que se trata de um procedimento de baixa complexidade, seguro e com excelente taxa de sucesso quando realizado por cirurgiões pediátricos experientes.
Como a Cirurgia É Realizada?
O procedimento é feito sob anestesia geral, garantindo total conforto e segurança para a criança. Em geral, dura aproximadamente 30 minutos, dependendo do tamanho e da complexidade da hérnia.
Durante a cirurgia, o cirurgião:
- Realiza uma pequena incisão na região epigástrica (ou aceso pela região umbilical)
- Reposiciona o tecido herniado de volta ao interior da cavidade abdominal
- Fecha e reforça a abertura na parede abdominal com suturas especiais
Na maioria dos casos pediátricos, o procedimento é realizado de forma minimamente invasiva, com incisões pequenas que resultam em cicatrizes discretas e recuperação mais rápida. Segundo dados da American Pediatric Surgical Association (APSA), a taxa de sucesso cirúrgico supera 95% quando realizada por especialistas em cirurgia pediátrica.
Recuperação Após a Cirurgia
A recuperação costuma ser tranquila e rápida. Em geral:
- A criança recebe alta no mesmo dia ou após uma noite de observação
- O retorno às atividades leves ocorre em aproximadamente 1 semana
- As atividades físicas mais intensas são liberadas após 3 a 4 semanas
- Os pais recebem orientações completas sobre cuidados com a incisão, alimentação e sinais de alerta
💙 Dr. Henrique Canto: “Com mais de 15 anos cuidando de bebês e crianças, posso dizer que a cirurgia de hérnia epigástrica é um dos procedimentos que mais me satisfaz realizar. É rápida, segura e transforma completamente a qualidade de vida da criança e da família.”
A Hérnia Epigástrica Pode Trazer Complicações se Não For Tratada?
Sim, e por isso o tratamento não deve ser adiado indefinidamente. A principal complicação é o encarceramento, situação em que o tecido herniado fica preso na abertura da parede abdominal e sofre pela falta circulação sanguínea local.
Quando isso acontece, a condição se torna uma emergência cirúrgica. Portanto, os pais devem conhecer os sinais de alerta:
- Caroço que não volta ao lugar quando a criança deita
- Endurecimento e vermelhidão na região
- Dor intensa e choro inconsolável
- Vômitos e distensão abdominal
- Febre associada aos sintomas acima
Nesses casos, não espere: leve a criança imediatamente a um pronto-socorro pediátrico.
Por Que Escolher o Dr. Henrique Canto?
Quando se trata da saúde do seu filho, escolher o profissional certo faz toda a diferença. Com mais de 15 anos de experiência em cirurgia pediátrica, o Dr. Henrique Canto é referência no tratamento de hérnia epigástrica em crianças em São Paulo e em Mogi das Cruzes, unindo três pilares fundamentais:
- Conhecimento técnico atualizado com as melhores práticas nacionais e internacionais
- Precisão cirúrgica com domínio das técnicas minimamente invasivas em cirurgia pediátrica
- Empatia no atendimento, acolhendo cada criança e cada família com atenção e carinho genuínos
“Cada criança que cuido é tratada como se fosse minha. Meu compromisso é com a saúde, o conforto e o bem-estar de cada pequeno paciente e de sua família.” — Dr. Henrique Canto
Perguntas Frequentes
Com que idade a cirurgia pode ser realizada?
A cirurgia pode ser indicada a partir dos 6 meses de idade, conforme a avaliação clínica individual de cada paciente.
A hérnia epigástrica pode voltar após a cirurgia?
A recidiva é possível, porém rara quando a cirurgia é realizada corretamente. Segundo a EUPSA, a taxa de recidiva em crianças é inferior a 5%.
Esta doença pode acontecer novamente?
Infelizmente elas pode ser múltiplas e se manifestar em fases diferentes da vida em torno de 10% dos pacientes.
Meu filho vai ficar com cicatriz?
Sim, mas a cicatriz tende a ser pequena e discreta, especialmente quando realizada com técnicas minimamente invasivas.
A hérnia epigástrica afeta o desenvolvimento da criança?
Quando tratada adequadamente, não há impacto no desenvolvimento físico ou cognitivo da criança.
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O Dr. Henrique Canto atende em São Paulo e Mogi das Cruzes, oferecendo avaliações personalizadas e humanizadas para cada família.
Para uma avaliação cuidadosa e um plano de tratamento personalizado para seu filho, entre em contato e agende uma consulta com o Dr. Henrique Canto em São Paulo ou Mogi das Cruzes e garanta o melhor cuidado para o seu pequeno!
Cuidar da saúde do seu filho também é cuidar da sua tranquilidade.
